Pix: Benefícios para Planejamento Contábil

Escrito por: Luís Tiago, da Arquivei

O Pix chegou, por isso separamos os principais pontos para você contador conseguir entender e fazer uso do Pix para aumentar a rentabilidade e produtividade dos seus serviços

Pix: Benefícios para Planejamentos Contábeis, um post da Spin Pay em parceria com a Arquivei

Até poucos anos atrás, o brasileiro basicamente efetuava todas suas transações financeiras através de dinheiro em espécie ou em títulos de papel, como cheques e notas promissórias. E isso espelhava e, em certa medida, condicionava as demandas e formas de trabalho do contador.

Era comum pagar e receber salários em “dinheiro vivo”, vindo de ações “seguras” pelo envelopinho. Para o trabalhador que recebia o valor, havia ainda um rito de, na sequência ao recebimento, ir ao banco para depositar o dinheiro e pagar suas contas.

Toda essa situação era ainda acompanhada por descritivos, que hoje parecem de outro mundo: aguardar longo tempo na fila do lado de fora das agências; depois enfrentar horas para ter um atendimento nos caixas.

Quando chegava a vez de ser atendido a pessoa, normalmente, se dirigia ao caixa com um “montinho” de contas e boletos e outro “montinho” de dinheiro para acertar e depositar na boca do caixa. Embora esse tipo de ação ainda seja a realidade de muitos brasileiros, sabemos o quanto mudou esse cenário e como os processos evoluíram.

A automatização bancária tomou conta de todo o processo que antes era feito por pessoas. Os caixas estão sendo substituídos, gradativamente, por robôs: desde os caixas eletrônicos, até os leitores de código de barras dos apps de internet banking para smartphone.

Tudo isso, inevitavelmente, mudou também as formas das pessoas entenderem e lidarem com essas questões, seja sob a ótica dos trabalhadores que ilustramos aqui, seja sob as perspectivas dos contadores, os quais se viram na necessidade de mudar e se adaptar às novas funcionalidades e facilidades do sistema.

A agilidade das mudanças vem sendo gradativamente mais intensa e menos demorada. Atualmente, muitas agências sequer têm atendentes presenciais, funcionando apenas com caixas eletrônicos. Sem contar nas Fintechs – instituições financeiras que não têm agências físicas – que oferecem atendimento de forma inteiramente virtual.

Seguindo a tendência dos avanços tecnológicos do sistema financeiro, o Banco Central do Brasil anunciou a implementação de um novo sistema, em vigor a partir desse mês (novembro de 2020), que promete uma revolução nas formas de pagamentos no país: o Pix.

E para te ajudar a entender essa revolução, além do básico, separamos os principais pontos para você contador conseguir entender e fazer uso do Pix para aumentar a rentabilidade e produtividade dos seus serviços.

Impactos contábeis e tributários

Muitas empresas investem milhões de reais em ERPs (Enterprise Resource Planning), que são sistemas integrados para o controle contábil de suas operações. Esses sistemas são inacessíveis para empresas de pequeno e médio porte.

Por ser uma plataforma que identifica os recebedores e pagadores em cada transação, o Pix poderá auxiliar tanto empresas com esses sistemas robustos, como empresas que sequer tenham sistemas integrados para manutenção de seus registros contábeis. As informações do Pix poderão facilitar desde a conciliação de contas bancárias e contas a receber e a pagar, a controles de entradas e saídas de estoques.

Essa revolução não ficará restrita a operações comerciais ou entre indivíduos, servindo, também, para o pagamento de tributos e serviços prestados pelo Governo.

Com isso, serviços importantes como de desembaraço aduaneiro só são prestados após o pagamento das taxas. Hoje, são necessários ao menos dois dias para identificação dos pagamentos. Com o Pix, o pagamento será identificado imediatamente, autorizando os serviços de desembaraço, dando maior eficiência ao serviço e celeridade no despacho dos produtos.

Outro benefício seria uma maior velocidade na retirada de empresas listadas da dívida ativa e liberação de Certidões Negativas de Débitos (CND), após a regularização por meio do pagamento das respectivas dívidas. Hoje, esse processo pode levar dias.

Além disso, também será possível a redução de disputas de empresas com o Governo, por serem listadas na dívida ativa de entes da União simplesmente por falhas e lentidão na conciliação dos recebimentos pelo próprio Governo. Esse tipo de falha seria eliminado, pois cada transação do Pix, automaticamente, identifica o pagador e o recebedor.

Uma longa jornada...

Embora os bancos brasileiros tenham se modernizado nos últimos anos e proporcionado intensas mudanças no sistema financeiro nacional, ainda há uma grande parcela da população que não possui acesso a serviços bancários de qualidade.

O Pix é um passo no meio de uma longa jornada na direção da modernização, e da universalização da oferta serviços bancários de qualidade no Brasil, proporcionando um sistema de baixo custo, seguro e de qualidade, o qual trará maior competitividade e novas possibilidades de serviços ao sistema financeiro.

Esse post foi feito em parceria com a Arquivei, com autoria de Luís Tiago. Para entender mais sobre o mundo contábil, basta acessar o blog da Arquivei.

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