Entenda como vai funcionar a terceira fase do Open Banking que integra o Pix

Escrito por: Letícia Santana

Pix e Open Banking estarão juntos a partir do dia 29 de outubro. O sistema, que facilita a troca de dados entre usuários e instituições financeiras, também vai tornar mais ágil a jornada de compras com o Pix. Leia para entender como isso vai funcionar!

Entenda como vai funcionar a terceira fase do Open Banking que integra o Pix

Juntos, Pix e Open Banking mostram que a união faz a força, ampliando as oportunidades para os clientes dentro do mercado financeiro! É o que promete fazer a terceira fase do Open Banking no Brasil. Após o compartilhamento de dados nas duas primeiras fases (com autorização dos usuários e segurança máxima), o sistema vai integrar o Pix no dia 29 de outubro, oferecendo um ecossistema de pagamentos ainda mais simples para os clientes.

Voltando um pouco atrás, vamos entender o que é Open Banking? Também chamado de Open Finance, esse sistema tem como objetivo central tornar menos burocrático o universo financeiro. No entanto, ao contrário do Pix, o Open Banking não é uma modalidade de pagamento.

Na tradução livre, o “Banco Aberto” é um sistema criado para facilitar a portabilidade dos dados do usuário diante das instituições financeiras, através das famosas APIs (Interface de Programação de Aplicativos). Fazendo isso, é possível aumentar a competitividade entre os bancos, oferecendo, dessa forma, uma cartela de opções maior aos clientes durante a busca de um serviço ou produto.

Porém, agora de olho no varejo online, a fase que une o Open Financeao Pix anuncia um conjunto de permissões para facilitar o momento de uma compra.Mais detalhes você encontra acompanhando este texto!

Afinal, como vai funcionar a terceira fase do Open Banking?

Os benefícios do Pix para o e-commerce são muitos, como já falamos nos canais da Spin. Mas e os benefícios do Open Banking para o varejo, você conhece? Se ainda não sabe, então senta que lá vem história… O Open Banking segue o princípio de inovar a forma com a qual nós lidamos com o dinheiro e em uma de suas fases esse interesse se aproxima do varejo online. É aí onde nós queremos chegar!

Na terceira fase do Open Banking,o que entra em vigor é a integração do Pix para a realização de transações de pagamento de um jeito ainda mais fácil. Com a permissão do usuário, será possível que o próprio – graças ao Open Banking – faça pagamentos com o Pix dentro do aplicativo ou site da loja em que está comprando, sem precisar abrir o app do banco que utiliza.

Para entender melhor, é só olhar para a estrutura do Open Banking, que funciona com base nas APIs, permitindo o compartilhamento de dados bancários na plataforma de compras que o cliente está navegando. Tudo isso, no entanto,só acontece com o consentimento do usuário e, sobretudo, com a proteção do Banco Central. Nesse cenário, as APIs são o elo entre a instituição financeira do usuário e a plataforma de compra que ele está utilizando.

Mas, calma, a história não termina aqui! Além de permitir uma compra ainda mais intuitiva com o Pix,a função que compreende a terceira fase pretende abraçar as outras modalidades de pagamento em breve:

  • 15 de fevereiro de 2022: pagamentos via TED e transferência entre contas da mesma instituição;
  • 30 de junho de 2022: pagamentos dos boletos;
  • 30 de setembro de 2022: pagamentos utilizando débito em conta.

Mas como o Open Banking é bom para os e-commerces?

Durante a jornada de compras no e-commerce, a experiência dos clientes é prioridade. Com a chegada do Open Banking, isso não mudou. Para o varejo online, a terceira fase desse sistema traz mais agilidade para os consumidores e cria alternativas para o cartão de crédito. Os clientes poderão agora ter mais condições para realizarem suas compras, tendo acesso a propostas de crédito e serviços de pagamento de um jeito mais simples.

Portanto, cria-se um cenário de mais autonomia para quem tem poder de compra, tornando tal processo mais fácil de se concretizar. Além disso, também é benéfico para o e-commerce a questão da diminuição de entraves no estoque, uma vez que a chegada dessas inovações diminuiria o uso de meios de pagamento mais tradicionais que ajudam com o aumento desse problema, como é o boleto.

O futuro do Open Banking deseja otimizar toda essa experiência, facilitando a comunicação dentro do universo financeiro e o Pix já é convidado indispensável para que a mudança saia do papel. Esse meio de pagamento tem crescido expressivamente no Brasil e, inclusive, dentro dos e-commerces, o que por si só já é um motivo para que os investimentos aumentem.

Uma pesquisa recente feita pela Spin Pay em parceria com o E-commerce Brasil, mostrou que os e-commerces que aderiram ao Pix assistiram a um aumento de 55% nas suas vendas. As expectativas são de que a terceira fase do Open Banking também seja vantajosa. A parceria entre o pagamento instantâneo, o “Banco Aberto” e o varejo apenas começou e no que depender dos próximos resultados, ela vai longe!

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