Como o Pix vai alavancar o varejo

Escrito por: Spin Pay

Pagamento Instantâneo: será esse o fim da tão temida trava de estoque? Adeus altas taxas e dias úteis para receber o montante das vendas?

Como o Pix vai alavancar o varejo

Que o Pix é revolucionário, disruptivo, inclusivo e prático, nós provamos nos capítulos anteriores da série Papo Pix, através de estimulantes conversas com quem mais entende do assunto. Agora, queremos mostrar o impacto gigantesco que essa novidade do universo de pagamentos terá no varejo, o motor da economia brasileira.

Elencamos stakeholders das maiores empresas do Brasil para entender a perspectiva deles sobre o impacto do Pix no varejo. Neste episódio, contamos com Vitor Hugo Pereira Jr, gerente financeiro da GOL, Rafael Siqueira, diretor financeiro da Cobasi, Marcello Miranda, diretor executivo da PEFISA e Samuel Gonsales, diretor de relacionamento do Ecommerce Brasil.

Segundo Marcello Miranda da Pernambucanas “o Pix vai pegar na hora que o varejo achar que faz sentido”. Ou seja, o êxito desse novo meio de pagamento será traçado pelos varejistas brasileiros. Vamos entender isso melhor?

O papel do varejo na economia brasileira

Antes de falarmos de Pix, vamos contextualizar a importância do varejo no nosso país. De acordo com o estudo O Papel do Varejo na Economia Brasileira, conduzido pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo, no ano passado o varejo apresentou um desempenho superior ao da economia como um todo. Isto é, o crescimento do varejo restrito (que não inclui automóveis e materiais de construção) foi de 1,8%, enquanto o do PIB nacional foi de 1,1%.

Além disso, cabe destacar o volume de empregos gerados. De acordo com o estudo, o varejo emprega cerca de 26% dos trabalhadores com carteira assinada no Brasil, cerca de mais de 8,5 milhões de pessoas.

Desde o surto do Covid-19, com o fechamento de serviços não essenciais, o varejo total apresentou, naturalmente, uma queda de 24,9%, que foi desacelerando gradualmente, como aponta o estudo.

Houve também um significativo aumento das vendas online, que deve ser explorado pelas empresas. Os dados da 41ª edição do Webshoppers, da EbitNielsen, apontam que, em comparação ao mesmo período (segunda quinzena de março até o fim de abril) do ano passado, o e-commerce apresentou um crescimento de 48,3%. A transformação dos hábitos dos clientes, que têm cada vez mais aderido aos pagamentos digitais, para evitar o contágio do vírus, implica diretamente na rápida adaptação dos modelos de negócio e meios de pagamento, para garantir vantagens competitivas.

As dores do varejo

Embora o crescimento do mercado digital seja exponencial, há muito o que melhorar em termos de transações financeiras, para que haja uma otimização do ciclo de compras e vendas. Até então, os meios de pagamento oferecidos são causas de dores de cabeça tanto para consumidores quanto para os comerciantes.

O pagamento via boleto faz com que o consumidor demore, em média, dois dias úteis para ter a sua compra confirmada. Para o varejista, além de inconveniente, essa lentidão no processo envolve um risco grande: a trava de estoque reserva os produtos sem ter a certeza de que o pagamento será de fato realizado, já que até o vencimento do boleto o cliente pode desistir da compra, sem consequências.

“Tem dores que são particulares de cada canal. Começando com as do e-commerce, a principal é conseguir uma aprovação rápida de pagamentos. Cerca de 15% das vendas da Cobasi são feitas via boleto. Quando o cliente paga com esse método, eu preciso esperar compensar, então demoro mais para entregar na casa dele. Isso acaba influenciando na experiência do consumidor”, Rafael da Cobasi explica.

Com o Pix, o processamento será feito em real time, isto é instantaneamente. O lojista poderá processar o pedido, fazer a separação, o despacho e iniciar a entrega em menos tempo. Isso impacta positivamente toda a cadeia, tanto para os empreendedores como para os clientes.

“Já nas lojas físicas, temos uma grande dificuldade de integração, do ponto de vista de conciliação dos pagamentos. Quando uma compra é feita no crédito, o lojista só recebe em 30, 60 ou até 90 dias. Lembrando dos dias úteis, feriados (que o governo coloca, adianta, antecipa) que acabam gerando uma complexidade para o fluxo de caixa”, ele continua.

O cartão também é uma opção vista por parcela do público como insegura e sujeita a fraudes: basta ter o número do cartão para fazer uma compra online, sem necessidade de senha. Já para o lojista traz taxas altas: hoje um comerciante paga para uma transação feita no cartão de débito em média 1,4% do valor total da compra-- essa forma de pagamento, aliás, quase não é aceita online por questões de segurança e risco de fraude. No caso de uma transação de cartão de crédito, o custo médio nacional é de 3%. Essas taxas são um dos grandes desafios à lucratividade no varejo-- são, ao lado de fraudes e chargeback, uma das linhas de custo que trazem maior impacto à saúde financeira de uma empresa.

Outro ponto importante é a não aprovação do pagamento no cartão de crédito. “Em muitas situações, sabemos que não é uma fraude, mas por algum erro, ou falta de concordância de determinadas informações, o pagamento ou o antifraude acaba encerrando uma transação, sem aprovação. Isso acaba gerando em alguns e-commerces um percentual significativo de vendas que deixam de acontecer,” Samuel explica.

Também há uma questão de acesso viabilizada pelo Pix: oferecer um novo meio de pagamento, o que aumenta o alcance de clientes. “Do ponto de vista do empreendedor, o Pix é um bolso novo para ele poder acessar e ter impactos positivos de caixa. Acredito que os fluxos de transação devam cair. Ou seja, vamos eliminar vários reais de transação por apenas alguns centavos,” Rafael afirma.

A principal dor da GOL é a conversão de uma tentativa de pagamento para a realização final da compra feita online. “A nossa expectativa ao migrar para o Pagamento Instantâneo é melhorar essa taxa de conversão e atingir um público maior de clientes. Hoje, com o débito, estamos limitados a quatro grandes bancos. Com o Pix, conseguiremos englobar 980 instituições, a expansão será enorme”, Vitor Hugo diz.

Para a Pernambucanas, uma das principais vantagens do Pix é a substituição do dinheiro. “Apesar das pessoas não terem essa visão, o dinheiro custa caro para o país emitir e para o varejo, pois implica em custos de manuseio, transporte e seguro, que ficam escondidos no meio do negócio”, Marcello explica e conta que o Pix vai diminuir drasticamente esses custos. Ele ainda diz que, por conta dos motivos acima, “sem dúvidas o Pix vai alavancar as vendas do e-commerce da marca, pois trará a inclusão de uma quantidade significativa de pessoas que hoje não compra pelo e-commerce”.

É aqui que entra o Pix

Impossível vislumbrar um momento mais oportuno para a chegada do Pix, que vem sanar as dores dos pagadores e dos recebedores.

O impacto do Pix no âmbito do varejo será gigante. O Pix irá desburocratizar o mercado de pagamentos no Brasil. Dentre as opções de crédito, débito e boleto bancário, instituições financeiras passarão a oferecer aos usuários a revolucionária possibilidade de realizar transações em tempo real: o Pagamento Instantâneo.

Lembrando que: Pagamentos Instantâneos são transferências monetárias eletrônicas na qual a transmissão da ordem de pagamento e a disponibilidade de fundos para o usuário recebedor ocorre em tempo real e cujo serviço está disponível 24/7/365. As transferências ocorrem diretamente da conta do usuário pagador para a conta do usuário recebedor, sem necessidade de intermediários, com custos de transação bem menores.

Para Samuel Gonsales, o varejo, especialmente o omnichannel, tem três características básicas que precisam ser consideradas:

  1. a velocidade para se adaptar e adotar novas tecnologias;
  2. o dever de melhorar continuamente a experiência dos consumidores;
  3. a necessidade de se manter rentável, frente às margens que são cada vez menores.

“Dado esse cenário a introdução do Pix nesse contexto é muito bem vinda. Acredito que vai ter grande adoção por parte dos varejistas”, Samuel completa.

Marcello Miranda da Pernambucanas também está entusiasmado com a chegada do Pix, que ele diz trazer muita facilidade na hora de pagar. “Um bom exemplo que eu dou sobre o público C e D, que ainda usa muito o papel-moeda, é o Bilhete Único; utilizar o “cartãozinho” para pagar o transporte público sanou questões problemáticas como o troco. O Pix vai ter o mesmo efeito no varejo, as pessoas vão ter mais facilidade para consumir”, ele afirma.

“Para a GOL, o Pix vai representar uma forte alavancagem das vendas, dada a expansão de clientes que vamos atingir com essa nova forma de pagar”, diz o Gerente Financeiro da aerolinha, Vitor Pereira.

Pix como fator de mudança no consumo do brasileiro

O otimismo em relação ao Pix é unânime entre os convidados, que veem no Pagamento Instantâneo um aumento significativo nas vendas de seus respectivos setores.

“Por conta da velocidade das transações e a diminuição dos custos, e claro, a segurança garantida, o Pix tem o potencial de se tornar rapidamente uma das opções preferidas dos consumidores”, diz Samuel que estuda comportamento do consumidor há mais de 15 anos.

“Com certeza o Pix vai impulsionar as vendas da GOL. Nós esperamos uma conversão na casa dos 95-98% após a chegada do Pix,” afirma Vitor Hugo.

Já Rafael da Cobasi bate na tecla da melhora da experiência do consumidor: “a gente acredita que toda iniciativa que melhore o prazo de entrega e aprovação das compras é venda na veia”.

Além disso, trata-se de um processo de inclusão: teremos pessoas acessando bens e serviços pela primeira vez. “Temos visto um processo de digitalização das pessoas e empresas por conta da pandemia. Pessoas que tinham medo de fornecer o cartão no e-commerce romperam um pouco essa barreira. Talvez o Pix venha para acelerar e consolidar uma tendência: o consumidor está cada vez mais digital”, Rafael afirma.

Marcello leva em consideração a grande informalidade que há no país, que acaba impedindo que os varejistas tenham uma noção do real potencial de consumo das pessoas. “Com o Pix, nós teremos um panorama muito mais claro, e com isso, poderemos gerar outros produtos de crédito, dar mais condições que fomentem o consumo, como prazo, por exemplo. Isto é, você vai conseguir ver onde o cliente está gastando e quanto, de fato, ele tem de entradas. Os clientes terão acesso às contas de pagamento sem todo o ônus de uma conta bancária. Esse controle e visão completa dos gastos será bom tanto para o cliente quanto para o varejista, que poderá criar ofertas direcionadas”, ele diz.

“Quando você conhece o hábito de consumo do cliente você pode melhorar a sua performance e vender aquilo que o cliente quer comprar. Você acaba sendo muito mais assertivo”, ele continua.

“Se o varejo todo estiver imbuído de fazer com que o Pix seja um meio utilizado eu acho que o consumo vai aumentar bastante, pelo conjunto da obra que o Pix representa”, Marcello completa. Isto é, no que tange pagadores, com o Pix, o varejo terá acesso a quase todos os bancarizados. Como recebedores do consumo privado, os lojistas representam a chave que acelerá todo esse processo.

Educação: o desafio da integração do Pix com o varejo

Fica claro que o Pix é um processo profundo de mudança, em relação aos meios de pagamento e todos os seus impactos na sociedade. A boa notícia é que maiores ganhadores de toda essa revolução serão os varejistas e os consumidores.

Um grande ponto de inflexão para o varejo será educar os clientes sobre a novidade e facilidade que o Pix representa. Cabe aos lojistas investirem em formas de promover a educação dos clientes sobre o assunto.

“A gente [Pernambucanas] fala que a nossa vantagem é que o nosso colaborador tem o perfil do nosso cliente. Então, a gente tem explicado o Pix, as vantagens, como funciona e ouvindo deles, na linguagem deles, como eles entendem isso. E é daí que vai sair o nosso plano de comunicação para a nossa base de clientes. O exemplo que dei anteriormente, do Bilhete Único, veio de um dos nossos colaboradores”, Marcello conta.

E ainda continua, “falar Pix para o público C e D não significa muita coisa. Você precisa de tempo para explicar como funciona e que tudo poderá ser feito pelo celular”.

“Fazer promoções usando o Pix como meio também ajudaria muito, pois é um hábito que precisa ser adquirido”, ele completa.

Fica aqui uma sugestão para o varejo: incentive os clientes a se educarem e se habituarem ao Pix. Varejistas podem promover esse meio de pagamento, ao oferecer benefícios aos clientes que comprarem via Pix. Assim, os dois lados saem ganhando: o lojista terá uma significativa redução de custos, além de uma transação imediata e eficiente. Já o cliente terá uma experiência mais agradável e acessível.

O que os varejistas pioneiros do Pagamento Instantâneo no Brasil tem a dizer?

Tanto a Cobasi como a GOL têm experimentado, em primeira mão, a experiência de Pagamentos Instantâneos através da Spin Pay.

“O maior desafio para a integração do Pix com o e-commerce é achar a melhor ferramenta que faça essa conexão. Buscamos no mercado e achamos a Spin Pay para fazer essa ponte de forma inovadora, ágil e segura e alavancar de forma relevante as nossas vendas online”, diz Vitor Hugo da GOL.

Rafael da Cobasi tem sentido uma aderência forte dos clientes ao PI via Spin Pay. “Tivemos uma experiência muito forte na Black Friday do ano passado. Foi um volume muito alto de vendas e conseguimos acessar uma base de clientes das carteiras digitais, o que trouxe um ativo importante para o nosso negócio, no nosso momento,” o diretor financeiro diz.

Pix, o boom do varejo

Será que as vendas agora vão bombar mais que nunca? Nós temos plena convicção que o Pix alavancará a conversão de vendas de maneira fortíssima.

Como vimos, o Pix oferecerá múltiplos benefícios para os lojistas. Entre eles a otimização de serviços, segurança, velocidade, melhor custo-benefício e o mapeamento dos hábitos de consumo. A consequência disso será um solo fértil para a criação de novos produtos, cada vez mais atraentes aos clientes. Lojistas do Brasil, preparem os motores, pois tudo indica que haverá uma farta colheita chegando aí, graças ao Pix.

Para desfrutar dessa experiência ao máximo, grandes empresas escolheram a Spin Pay para fazer a ponte com o Pix. Através da tecnologia da Spin, varejistas poderão se conectar ao Pix, acompanhando essa revolução da maneira mais inteligente. Temos antecipado a tendência desde o ano passado e estamos prontos para fazer a ponte entre o varejo e o Pix, facilitando a operação e maximizando benefícios como o menor custo transacional do mercado, zero fraude e chargeback, conciliação dos pagamentos e pedidos, dashboard com detalhes de todas as transações, geração dos QR Codes ou links para pagamento das compras e transferência dos valores no prazo e no banco de preferência do varejista.

Até o Pix chegar, procure conversar com a sua base de clientes, explicar a novidade que está chegando e começar a prepará-los ao novo meio de pagamentos. Para disseminar informação, primeiro você terá que se antenar no assunto. Já dando um spoiler, na próxima quinzena, Juan Fuentes, ex-presidente da PagSeguro, vem aí para falar sobre a característica disruptiva do Pix. Cadastre-se na Newsletter no final da página para acompanhar os próximos episódios de Papo Pix!

Pix e Meios de Pagamento

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