Open Banking: o que é e como funciona esse sistema financeiro

Escrito por: Letícia Santana

Existe diferença entre Open Banking e Open Finance?, quais são os benefícios do novo modelo? Acompanhe este guia que a Spin Pay preparou e venha entender porque esse sistema é inovador!

Open Banking: o que é e como funciona esse sistema financeiro

O Open Banking, ou Open Finance, vai trazer um a nova era para os meios de pagamento. Se olharmos um pouco para trás, encontramos um cenário rodeado de burocracias e muita papelada. Mas agora, a ideia é justamente o oposto: onde menos é mais e a tecnologia é o centro de tudo.

Entender o que vai mudar com o Open Banking tem sido uma dúvida de muitos e, por esse motivo a Spin Pay elaborou este guia com tudo o que você precisa saber sobre Open Banking, abrindo alguns leques para falar de e-commerce. É mesmo possível romper com os padrões? Como vai funcionar o Open Finance? Vale a pena participar? Aqui tem resposta para isso tudo e muito mais, é só acompanhar!

Antes, uma observação: este texto possui altas doses de analogias, muitas curiosidades e grandes inovações do universo financeiro, sujeito a causar vontade de transformação. Ao persistirem os sintomas de liberdade e motivação para mudanças, o Open Banking deverá ser consultado (ah, os primeiros passos para isso também estão por aqui!).

Índice:

1. Qual a diferença entre Open Banking e Open Finance?

2. O que é Open Banking?

3. Quem faz o Open Banking funcionar?

4. Como o Open Banking vai funcionar?

5. O que muda com o Open Banking?

6. O Open Banking no Brasil

7. Quais são os benefícios do Open Banking?

8. Como será o Open Banking no e-commerce?

9. O Open Banking é seguro?

10. Como começar a participar do Open Banking?



1. Qual a diferença entre Open Banking e Open Finance?

Para evitar confusão, nada melhor do que começar por este ponto. Respondendo à pergunta, ambos estão certos. Enquanto o primeiro é um sistema que agrega algumas categorias de instituição financeira, o Open Finance expande tal participação, adotando corretoras de seguros, empresas de investimentos e entre outros setores financeiros para a dinâmica.Ou seja, um é a versão evoluída do outro, um plus!

No entanto, atualmente assistimos ao uso dos dois termos, já que o Banco Central anunciou que o termo Open Finance também está correto. Mas já no que diz respeito aos objetivos tudo segue igual, o que muda mesmo são os personagens. Imagine que na trama de um filme, nas primeiras cenas apenas dois heróis são os protagonistas, e que aos poucos o grupo de personagens principais aumenta… essa é a dinâmica.

  • Para não causar confusão, vamos utilizar apenas o termo Open Banking neste material, combinado?

2. O que é Open Banking?

Sistema Bancário Aberto ou Banco Aberto: essas são algumas das traduções para o termo em inglês. A partir daí, a gente já sabe que as palavras “liberdade financeira” serão peças chave nesse ecossistema. Mas vamos por parte!

Em primeiro lugar, de quem foi a ideia do Open Banking? E por que esse sistema agora? Pois é, cada vez mais perguntas aparecem e tá tudo bem não saber TUDO sobre cada questão. Para ajudar a entender melhor, temos um resumo que aborda os pontos mais importantes dessa história:

  • A origem: as primeiras experiências com o Open Banking foram na Europa e o país pioneiro nesses experimentos foi o Reino Unido. Os britânicos se tornaram uma das referências quando a pauta é o sistema bancário aberto, colhendo cada vez mais resultados. Segundo a consultoria Insider Intelligence, em 2021 a estimativa é que esse sistema alcance 5,6 milhões de pessoas no UK, o que representa 10% da população do local. Mas tudo isso só foi viável por causa da internet. Ela é a verdadeira protagonista da digitalização dos bancos e de todo o sistema financeiro.
  • O desenvolvimento: você já deve ter se questionado a respeito da implementação do Open Banking em um país. A ideia é boa, mas como isso é colocado em prática mesmo? Tudo é fase, nada acontece de um dia para o outro. No Brasil, o desenvolvimento do Open Banking segue quatro etapas e é coordenado pelo Banco Central (veremos mais detalhes no tópico 6).
  • O objetivo: ampliar oportunidades para a população com a promoção de mais transparência para os processos que envolvem o relacionamento entre usuários e instituições financeiras. Isso é feito pelo compartilhamento de informações entre essas instituições, que geraria automaticamente mais concorrência entre elas e, por consequência, mais ofertas para clientes.

3. Quem faz o Open Banking funcionar?

Você! Sim, isso mesmo. Entre os participantes do Open Banking, um deles é você. Sem o usuário não é possível tirar esse sistema do papel. O objetivo do serviço é abrir as portas para quem usufrui de algumas funcionalidades do universo financeiro e todo mundo que faz parte dele está convidado para esse “brinde”.

Além dos clientes, também fazem acontecer: os bancos, as fintechs, corretoras de seguros, plataformas de investimentos etc. E vale adiantar, todos os lados ganham. É mais competitividade, mais oferta e uma chuva de escolhas. Com a tutela dos próprios dados, o consumidor agora torna-se mais livre na tomada de decisões. Com as informações na palma da mão nunca ficou tão fácil!

4. Como o Open Banking vai funcionar?

São muitas as siglas do Pix, ou melhor, dentro de todo o universo financeiro e também do Open Banking, não é verdade?! São termos que não acabam mais e um deles é o API, que significa na tradução para o português Interface de Programação de Aplicativos. Para funcionar, o Open Banking utiliza justamente essa estrutura.

Em linhas gerais, a API é uma interface entre dois sistemas computacionais, que une programas diferentes. Dando outra explicação, a API é nada mais nada menos do que uma forma de um programa conversar com outro. No Open Banking, essa interface é útil para fazer cumprir a finalidade do “Banco Aberto”. Uma troca de informações entre as instituições participantes. Sem essa tecnologia nada disso seria possível.

Indo mais a fundo, o Open Finance adota uma API rodeada de instruções e padrões de programação e esses dados são um padrão para todas as instituições que participam da iniciativa. Logo, a interface reúne passos e protocolos, mas quem faz a ideia sair do papel são os bancos e demais organizações dessa categoria. Fazendo uma breve analogia, uma API seria a estrada usada para chegar em um local, mas para chegar lá cada banco teria que construir o seu próprio carro.

5. O que muda com o Open Banking?

Um brinde também ao dinamismo dentro das relações financeiras! As mudanças que chegam com o Open Banking rompem com muitas burocracias do passado. Imagine que você está procurando um emprego, uma chance para dar um pontapé na sua carreira. E agora suponha que tudo o que você construiu na sua antiga experiência não ficou aberto, disponível para as próximas entrevistas. Isso diminuiria muito as suas chances de conquistar uma vaga, né?

Agora traga esse exemplo para uma tentativa de aumentar seu crédito no banco, ou até mesmo para um financiamento que você almeja fazer. Para que uma instituição financeira te ajude a alcançar essas metas é preciso visualizar todo o seu histórico. Esse passo é necessário para comprovar se você possui condições financeiras de seguir com o que propõe.

E aqui está o “X da questão”! Atualmente, o compartilhamento desse histórico entre as instituições é super complicado e repleto de burocracias. Por isso, Open Banking será o responsável por mudar toda essa relação. Retomando a ideia do novo sistema, agora a troca de dados entre as instituições seria rápida e os usuários teriam como avaliar melhor o que mais cabe no seu bolso. Ah, a economia também saí na frente, já que com a implementação do Open Banking a competitividade entra para jogo!

6. O Open Banking no Brasil

Chegou a hora de entender como vai funcionar o Open Banking no Brasil. Na verdade, é o momento de acompanhar como isso já tem funcionado. Esse sistema teve início no nosso país ainda no início de 2021 e, para aplicá-lo, o Banco Central adotou um cronograma. A previsão é que até o final do ano a gente tenha concluído todas as quatro fases e uma delas até integrou o Pix no sistema:

As fases do Open Banking no Brasil

7. Quais são os benefícios do Open Banking?

A liberdade financeira bateu na sua porta e ela se chama Open Banking! As vantagens do Open Banking já apareceram no tópico 6, mas como os benefícios ainda se estendem, apresentamos mais alguns.

Dentro do ecossistema financeiro, se tem uma coisa que é boa é a competitividade. Falamos nela justamente porque esse novo sistema tem como um dos seus principais objetivos estimular a questão. E como faz isso? Colocando o cliente no centro (o que é, inclusive, mais uma das suas vantagens).

Com o compartilhamento de informações entre as instituições participantes, é possível gerar um catálogo de opções para o usuário que deseja obter algum produto e/ou serviço financeiro. Agora, como mais bancos, fintechs e entre outras entidades dessa categoria possuem seus dados, mais ofertas pensando especificamente no seu perfil começam a aparecer.

A ideia, além de trazer mais oportunidades e um poder de escolha para o cliente, aumenta a dinâmica dentro do mercado financeiro. A competição entre as instituições nunca se tornou tão fácil. O bônus é deixar tudo isso mais inclusivo, abrangente e ágil.

O funcionamento do novo serviço propõe mais autonomia e liberdade para os usuários, trazendo de quebra mais transparência no que diz respeito aos dados bancários de cada um.E não para por aí. Nessa proposta, vemos benefícios quanto ao controle financeiro dos clientes, que conseguem se administrar melhor com a chegada do Open Banking.

Por fim, caminhando para o último benefício: o Open Banking também traz menos custos para as instituições financeiras participantes e as APIs protagonizam esse tópico. É graças a elas que os processos agora dispensam intermediários e se mostram cada vez mais baratos! Agilidade, facilidade e liberdade… a semelhança não está só na forma em que são escritas, essas palavras já fazem parte do DNA Open Banking!

8. Como será o Open Banking no e-commerce?

No cronograma do Open Banking, vai ter benefício para o e-commerce sim. Aliás, o impacto para esse setor será imenso, cabe aos varejistas aproveitarem a oportunidade. Esse novo sistema financeiro vai permitir melhores condições para o consumidor, o que é um grande atrativo para os clientes.

As vantagens do Open Banking para o varejo envolvem as operações de crédito dentro do setor, bem como a agilidade e eficiência durante o processo de compras -essa seria uma descrição geral. Falando em Pix, por exemplo, a integração do método de pagamento ao Open Banking traz para o e-commerce jornadas de compra mais otimizadas. Isso só é possível por meio do iniciador de pagamentos.

Mas quando o assunto é crédito, podemos resumir quais são os benefícios do Open Finance em apenas uma resposta: esse sistema trará uma relação melhor e mais ágil entre varejo e instituições financeiras, além de possibilitar que os e-commerces criem mais condições comerciais para os clientes. Essas condições abraçam, por exemplo, as operações de crédito.

Esses pontos entraram para o jogo com a terceira fase do Open Banking, veja mais detalhes clicandoaqui!

9. O Open Banking é seguro?

Sim! O Open Banking só vai funcionar porque a segurança é um dos seus principais pilares. A sua chegada não significa um compartilhamento de dados desordenado. Muito pelo contrário. O Open Banking tem como premissa que os indivíduos que são donos dos dados podem levar eles para onde quiserem, como prevê a nova Lei Geral de Proteção de Dados.

Imagine que você vai emprestar alguma roupa a alguém. Você só faz isso se confiar na pessoa, certo? Assim é o Open Banking. Nesse caso, estamos falando de algo mais sério, a troca de informações.

Vale enfatizar: o funcionamento do sistema acontece com a autorização do usuário e com a participação de instituições sérias e regulamentadas, seguindo protocolos e instruções para atuar. Sem esse conjunto de regras não é possível seguir. Além disso, temos o Banco Central por trás de tudo, ou melhor dizendo: à frente!

10. Como começar a participar do Open Banking?

E se a gente te contasse que você já começou? Mas calma, não precisa se assustar. Na verdade, isso foi só para dizer que: a informação deve ser sempre o primeiro passo e ao lado dela você está no caminho certo. Este conteúdo da Spin Pay que você está lendo reúne dados fundamentais para seguir adiante.

Então, fica o lembrete: se você se interessou pelo modelo que pretende revolucionar a era dos pagamentos, você deve buscar informações seguras. Depois, uma das etapas é realizar o seu cadastro nos canais digitais das instituições participantes. Neste link você encontra mais detalhes de como prosseguir.

Em outros países, esse modelo tem sido inovador, proporcionando inúmeros benefícios para todos os lados e estimulando a economia local. Vem aí um momento muito especial para o universo financeiro, com condições melhores, mais competitividade e, é claro, com um formato mais livre.

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