Meios de pagamento em tempos de Pix

Escrito por: Camilia Majdoub

O Pix, nova solução de pagamentos do Banco Central estreia em novembro. Entenda o que muda no cenário de Meios de Pagamento e escolha o ideal para a sua empresa.

Meios de pagamento em tempos de Pix

No dia 16 de novembro de 2020, o mercado de meios de pagamento passará por uma mudança profunda, com o lançamento oficial do Pix. Há um mês dessa revolução, decidimos revisitar os meios de pagamento existentes para entendermos, de fato, os impactos no e-commerce desse novo meio de enviar e receber dinheiro instantaneamente.

Como disse Edson Santos, “tudo começa pelo fato de que se existe comércio, o pagamento acontece ou tem que acontecer”. Para quem atua no comércio online, estar por dentro das tendências do mercado de pagamentos é de suma importância. Por isso, convidamos, você varejista, a explorá-las conosco, diferenciando as boas soluções de potenciais dores de cabeça.

O carrinho do cliente está cheio de mercadorias; agora é a hora do show: o checkout. Como garantir a melhor experiência tanto para o cliente como para o comerciante na hora do pagamento?

Ofereça um Gateway de Pagamento

Um Gateway de Pagamento é uma interface ou estrutura tecnológica que conecta a sua loja virtual às instituições financeiras, por meio da troca de dados codificados, entre o momento do checkout até confirmação da compra. Ou seja, a ponte entre o seu e-commerce e os meios de pagamento, assim que o cliente clica em “finalizar compra”.

Gateways permitem dois tipos de checkout: o tradicional e o transparente. No primeiro, o cliente é redirecionado para outra página. Já o transparente, permite que todo o processo de pagamento seja feito dentro do seu site, o que passa mais confiança e gera uma conversão maior.

Aqui, entra outro ponto de alerta, pois Gateways não possuem sistema antifraude embutido. Isto é, alguns oferecem integração com essa funcionalidade, de forma gratuita ou não Fique atento à possibilidade de integração do processador de pagamentos com soluções em segurança.

Cartões: amor e ódio

Você já se perguntou por que é tão caro e demorado para receber um pagamento via cartão?

Cartões de crédito e débito são os meios mais utilizados para fazer pagamentos online no Brasil, sendo responsáveis por mais da metade de todas as transações online realizadas em 2019, segundo a pesquisa Webshoppers, da Ebit em parceria com a Nielsen.

Embora mais enraizados, o pagamento via cartão ainda causa dores para o varejo, como taxas altas. Isso porque os processos dos cartões ocorrem em redes desenvolvidas especificamente pelas bandeiras, como a Visa e a MasterCard, por exemplo. Aí entram vários players para a cadeia: bancos emissores, adquirentes, subadquirentes e antifraudes.

Fluxo para Receber de Cartões no E-Commerce

“Em cada um desses trâmites entre as bandeiras, adquirentes e subadquirentes, diversos players ganham um pedaço de todo o montante que está sendo trafegado. Ou seja, tem muita gente ganhando um pouquinho de cada coisa que, no final, acaba encarecendo o produto na ponta,” explica Cassio Damasceno.

Já o cartão de débito, apesar de trazer a vantagem de taxas menores que as do cartão de crédito - de 1,5% a 3% - e recebimento em d+1, no débito, do valor da compra, é pouco oferecido como meio de pagamento para compras online.

Fraudes: outra enorme dor de cabeça. Quando ocorre uma fraude, como roubo ou clonagem de cartão, o cliente pede um estorno do valor da compra, assim que identifica em sua fatura que houve uma compra indevida. Para o lojista, isso significa perda de dinheiro, pois em um chargeback, quem arca com o prejuízo é a loja. Para reduzir as perdas financeiras causadas por fraudes, as lojas onlines devem contar com um sistema antifraude. Eles funcionam de forma totalmente automática, analisando informações na transação financeira, para avaliar se determinada compra condiz com o padrão de consumo do cliente. Havendo qualquer suspeita de que se trata de uma fraude, a compra é bloqueada, tudo em poucos segundos e sem demandar maiores esforços da sua parte.

Boleto, o infâme causador da trava de estoque

Muitos clientes consideram o boleto uma forma de pagamento segura, pois não precisam informar ao site seus dados bancários.

O pagamento via boleto faz com que o consumidor demore, em média, dois dias úteis para ter a sua compra confirmada. Para o varejista, além de inconveniente, essa lentidão no processo envolve um risco grande: a trava de estoque reserva os produtos sem ter a certeza de que o pagamento será de fato realizado, já que até o vencimento do boleto o cliente pode desistir da compra, sem consequências. Em momentos de alta demanda como a Black Friday, boletos são uma grande dor de cabeça para os lojistas.

Agora, se liga no Pix!

Fluxo de Funcionamento do Sistema de Pagamentos Instantâneos

Com a chegada do Pix, os meios de pagamento serão totalmente repensados. Para começar, todo o processo de transações financeiras tende a se baratear, já que serão necessários menos intermediários. Para ter uma ideia, hoje uma transação com TED custa de R$ 3 a R$ 11. Com o Pix, o custo no pagamento será de 1 centavo a cada 10 transações para o processador. Então, é possível que o preço final para o lojista seja mais barato que os pagamentos por cartão de débito, que hoje têm um custo mínimo de 1,5%. Como o pagamento cai instantaneamente, o produto não fica retido até a confirmação da compra. É o fim das travas de estoque. Outra vantagem é que o Pix oferece uma camada extra de proteção. Mesmo as transações feitas pelo aplicativo do Banco, só são finalizadas depois da confirmação via senha, biometria ou reconhecimento facial.

Para o usuário final, a experiência de pagamento será incrível também e o mais importante, sem fricção. Se o cliente estiver pagando pelo desktop, ele paga através de um QR Code gerado pelo e-commerce. Já, se for pelo celular, o cliente copia um código e passa para o mobile banking. Ou seja, a usabilidade para o cliente será muito parecida com a do boleto, que ele já está acostumado.

Será que as pessoas estão ansiosas? Pelo visto sim. O Banco Central informou que até agora foram cadastradas 30 milhões de chaves no Pix.

Por aqui na Spin, até apostamos que o Pix vai alavancar a conversão de vendas online! E você, o que acha?

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Pix e Meios de Pagamento

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